Arquivo de Julho de 2009

Games universais darão novo tempero à vida diária

riderspoke - riderspoke

Videogames capazes de mesclar o virtual com o real poderão se tornar a próxima revolução do entretenimento. Pesquisadores europeus estão criando as bases para que esse ambiente de “gaming everywhere” elimine as barreiras sociais, espaciais e temporais normalmente associadas aos jogos eletrônicos.

Mesclando jogo e vida diária

O objetivo desses chamados games universais é mesclar o jogo com a vida diária dos jogadores. Armados com seus telefones celulares ou qualquer outro dispositivo móvel, os participantes poderão participar de caças ao tesouro, procurando objetos virtuais no mundo real, encontrar novas formas de explorar e usufruir de uma cidade ou lutar em batalhas virtuais via mensagens SMS.
“O filme ‘O Jogo’ descreve um exemplo extremo de um jogo de realidade alternativa, embora ele nos tenha ajudado a formatar a visão do que o jogo universal deve ser. Poucas pessoas iriam querer experimentar o que acontece no filme, mas elas podem encontrar formas menos dramáticas de jogos universais interessantes e atraentes,” diz Jussi Holopainen, um dos participantes do projeto IPerG.

Jogos universais

Talvez o mais simplório e tecnologicamente pobre exemplo de jogo universal seja o esporte virtual, no qual as pessoas criam equipes virtuais que competem umas contras as outras baseadas em estatísticas geradas pelo desempenho esportivo real dos participantes.
Entretanto, novas tecnologias e a disseminação dos equipamentos móveis estão tornando possíveis jogos universais mais avançados e mais interativos.
Segundo os pesquisadores, há muita confusão sobre o que constitui um jogo universal, uma confusão gerada principalmente pela enorme diversidade de jogos e técnicas de jogá-los.

Insectopia

Os jogos universais que os pesquisadores do IPerG estão trabalhando vão, por exemplo, do Insectopia, um tipo de caça ao tesouro no qual os participantes andam por uma cidade coletando insetos virtuais com equipamentos Bluetooth, ao Epidemic Menace, uma história de detetives na qual os jogadores tentam evitar que um cientista dissemine um vírus virtual em uma estrutura do mundo real.
Dois dos jogos cujo desenvolvimento está mais avançado são RiderSpoke e Mythical: The Mobile Awakening.

RiderSpoke

No RiderSpoke, os participantes recebem uma bicicleta contendo um computador com conexão WiFi e são instruídos a passear pela cidade à vontade. De vez em quando eles são orientados a visitar locais específicos - “encontre uma janela atrás da qual você gostaria de viver,” por exemplo - e então registrar suas idéias em diferentes hotspots WiFi, os chamados “esconderijos”, no jargão do jogo.
Os hotspots WiFi também servem para rastrear a localização dos jogadores e acionar recursos do jogo. O resultado é um tipo de aventura urbana enriquecida pelo conteúdo gerado pelos participantes.

Mythical: The Mobile Awakening

No Mythical: The Mobile Awakening, os usuários assumem o papel de magos modernos high-tech que executam rituais que variam com o contexto - informar a hora do dia ou a fase da Lua, por exemplo - a fim de capturar feitiços que eles poderão depois utilizar em uma batalha virtual com humanos e oponentes gerados pelo computador.
Esses jogos experimentais deverão formar a base para jogos universais comerciais no futuro. Os pesquisadores vislumbram uma enorme demanda por uma grande variedade de jogos e aplicações parecidas com jogos que mesclam mundos virtuais com o mundo real.

Fonte: Inovação Tecnológica

Adicionar comentário 31 de Julho de 2009 às 22:53 admin

Atletas discutem inserção de jogos eletrônicos nas Olimpíadas

    Em uma seção de fotos para um jogo da Sega baseado nos Jogos de Inverno de Vancouver em 2010 quatro atletas foram questionados sobre a aceitação dos jogos eletrônicos como esporte oficial e sua inserção nos Jogos Olímpicos. As opiniões dividem a classe.
    Segundo o blog Game Life da revista Wired, os atletas que possuem um vídeo game foram os mais positivos. O praticante de snowboard Matthew Moroison acredita que jogar seja um esporte e considera os jogadores profissionais ¿fenomenais¿ quando assiste torneios ou quando tenta sobreviver por mais de 10 segundos no título Call of Duty.
    Porém, não sabe o que dizer sobre as Olimpíadas: ¿Tenho minhas dúvidas. Atletas podem usar a força bruta para vencerem, enquanto que no jogo você tem que usar mão-olho para coordenar e estratégia, mas é menos físico. Então eu não sei¿ comenta.
    Lindsey Vonn, esquiadora de descida livre, vai além e acha que os games são mesmo um esporte, já que jogar é um ato competitivo. Mas também titubeia na hora de colocar os gamers nos Jogos Olímpicos: ¿Eu não sei. Se fosse aberta a discussão, haveria a questão de quais jogos seriam esportes olímpicos. Devem haver milhões de jogos não-eletrônicos que também poderiam ser olímpicos, como o Pôquer, e isso poderia gerar muitos protestos¿ afirma. Mas a atleta se mostra interessada, caso a proposta se torne realidade: “Se os jogos eletrônicos fossem esportes olímpicos e o esqui fosse um deles, eu definitivamente poderia tentar uma medalha de ouro no esqui virtual”.
    Já aqueles que sequer jogam foram opositores convictos. “Não concordo porque o esporte precisa de domínio físico. Você não pode simplesmente imitar um esporte, toda a noção de esporte envolve praticá-lo. Você pode fazer competições de jogos eletrônicos, mas ser um esporte olímpico é exagerar um pouco. Jogar ainda é diversão para as pessoas e é definitivamente um entretenimento, mas como esporte verdadeiro eu acho que não serve” foram as palavras de Kristina Groves, patinadora de velocidade.
    Seth Wescott, praticante de snowboard, concorda com a colega: “Acho que existem toneladas de habilidades únicas em jogar, como velocidade, coordenação mão-olho e destreza nos diferentes comandos. Mas eu levei um bom tempo aplicando isso na vida real, o verdadeiro esforço físico dos esportes” disse.
    Segundo o site Switched, apesar da divisão equilibrada das respostas, fica claro que nenhum dos atletas concordou completamente com a idéia. O consenso geral foi o de que os jogos eletrônicos não envolvem o mesmo esforço físico e habilidades que os esportes “reais” que praticam, tornando os games “indignos” de pertencerem às Olimpíadas.

Fonte: Terra Games

1 comentário 29 de Julho de 2009 às 21:54 admin

Nintendo prepara terreno e os fósseis vem aí

fossilfighters - fossilfighters

    Chega no dia 10 de Agosto a mais nova experiência de exploração da Nintendo no DS. Fossil Fighters coloca você no papel de um paleontólogo que deve buscar fósseis de animais perdidos, aprender sobre eles e saber como manipular os elementos relacionados a essa profissão.
    Claro que depois disso tudo, você coloca seus achados em batalhas bem no estilo Pokémon. São mais de 100 criaturas para serem achadas (chamadas de Vivossauros) e me parece que vem uma nova febre por aí.

Site Oficial

Fonte: Blog Wii Clube

Adicionar comentário 27 de Julho de 2009 às 11:48 admin

Desenvolvedores Amadores de Games

    Devido à alta demanda por games no universo corporativo, diversos desenvolvedores sem conhecimento sobre a área de games começaram a desenvolver esses aplicativos. O que se tem visto nestes desenvolvedores, porém, são jogos amadores, não somente na qualidade gráfica ou tecnologia empregada, mas também na baixa preocupação com critérios específicos que somente os desenvolvedores focados em games têm familiaridade, dentre eles a jogabilidade e a diversão.
     Jogabilidade, segundo o Projetista de Games Cris Crawford, é fazer com que o jogador jogue o game sem manuais de instruções, ou seja, de forma intuitiva. Além disto, é responsável pelas ações do jogador no jogo e o feedback na realização delas, além de fazer com que o jogador volte a jogar novamente o game (conhecido na indústria como replay). Diversão, segundo Raph Koster, autor do livro Teoria da Diversão em Projetos de Games, está relacionada à motivação, esta obtida através do aprendizado do jogador durante o jogo. Enquanto o jogador aprende novas experiências no game, ele continua jogando. Caso contrário, abandona-o e procura outra forma de entretenimento. Alexandre Braga e Claudia Marinho, pesquisadores da PUC-SP, ressaltam, em seu artigo publicado no SBGames 2007, que o jogo divertido deve ter um balanceamento entre o desafio do game e a habilidade necessária do jogador para que se cumpram as atividades do jogo. É preciso porque, caso um deles esteja fora de equilíbrio, gera-se um jogo frustrante (desafio maior que habilidade) ou entediante (desafio menor que habilidade).
     Estes são critérios negligenciados pela maioria dos desenvolvedores sem exclusividade para games, visto que sua competência está mais voltada a outros aplicativos. Isto gera jogos que desmotivam e certamente serão pouco recomendados a outras pessoas, afinal: ninguém vai passar um jogo que é frustrante ou entediante ao amigo. Um erro comum percebido em alguns jogos desenvolvidos por amadores é a falta de clareza na tela principal do game para identificação específica do objetivo proposto pelo jogo. Um exemplo ocorrido em um game foi que você tinha a atividade, mas não sabia como ia ser o critério de pontuação do game (tempo ou pontos), nem podia acompanhar gradualmente seu desempenho, deixando o jogador confuso. Outro exemplo são jogos que inserem animações precisas e longas em momentos de interação críticos ao jogador, afinal ele só aprecia animações deste tipo em momentos com pouca ou nenhuma interação como transição de níveis e cenas de vídeo, por exemplo. Caso contrário, ele perde o foco do game e pode perder, gerando insatisfação.
     O desenvolvimento de jogos digitais deve ser tratado com seriedade e desenvolvido por profissionais especializados neste segmento. Fazer um jogo é possível por todos que se aventuram nesta empreitada, mas garantir um jogo divertido, motivante e com uma dificuldade balanceada são critérios inerentes ao desenvolvedor de games.

Adicionar comentário 24 de Julho de 2009 às 15:57 admin

Jogos Didáticos: Conceitos, Aplicações e Motivação ao Aprendizado

    O jogo didático é um novo recurso a ser utilizado dentro do ensino, seja para um treinamento interno na empresa ou como material complementar na sala de aula. Alguns questionamentos são levantados: Qual a diferença de um jogo didático e de um jogo de entretenimento? O que é necessário para que realmente o aprendiz se interesse por este game? Ele irá substituir o professor?
     Esteban Clua e João Bittencourt procuraram responder alguns destes questionamentos através de um artigo intitulado “Uma Nova Concepção para a Criação de Jogos Educativos”. Neste trabalho, os comumente conhecidos como jogos educativos são chamados de jogos didáticos, pois na verdade todos os games possuem este caráter. O que ocorre é que jogos didáticos foram planejados com uma preocupação pedagógica maior, utilizando o jogo digital como um meio. No caso daqueles focados no entretenimento, o aprendizado ocorre, porém não existe um conteúdo explícito especificamente, envolvendo aspectos de aprendizado mais relacionados a coordenação motora, reflexos, atenção, tomada de decisões dentre outros.
     Os mesmos autores ressaltam que o principal fator de sucesso de um jogo educacional é o desafio proposto por ele, mas também as narrativas bem contadas. Estes conhecimentos são relativos aos profissionais da área de games e ausentes dos pedagogos, cuja preocupação é o enfoque no caráter pedagógico no conteúdo inserido no game. Por isto a parceria entre os dois forma um game que atende aos requisitos de aprendizagem propostos e a diversão, fator preponderante na construção de um jogo. Muitos projetistas de games estudam a pedagogia para atenderem ao conteúdo proposto no jogo didático. Eles basicamente estudam duas vertentes: jogos instrucionais e construtivistas. A primeira o aluno aprende realizando atividades propostas no game. A última, construtivista, o jogador cria o seu jogo, construindo mundos, personagens e aprendendo um dado conteúdo. Estas abordagens são demonstradas pelos mesmos pesquisadores do artigo acima, inclusive com exemplos práticos em escolas e universidades.
     Dentro do contexto educativo, os jogos possuem um caráter complementar, ou seja, é mais uma ferramenta para enriquecer e motivar a aprendizagem do aluno. De maneira nenhuma eles substituirão os professores: eles são aliados. Maria Rita Gramigna, autora do livro “Jogos de Empresas”, deixa explícito que o jogo digital é um recurso poderoso para a aprendizagem efetiva, mas também ressalta que ele deve ser utilizado na educação em momentos oportunos e não como solucionador de problemas urgentes. O motivo é que, aplicado de forma errada, pode agravar ainda mais a situação, pois o aspecto humano está prejudicado e pode criar barreiras entre aprendiz e professor.
     Os jogos didáticos são ferramentas complementares no ensino e que devem ser utilizadas com um acompanhamento de um professor ou mediador. O game pode ser fabuloso, mas a melhor forma de utilização do game está nas mãos destes profissionais e de seus aprendizes.

2 comentários 22 de Julho de 2009 às 16:51 admin

Jornal de pediatria afirma que videogames de exercícios são benéficos

mulher - mulher

    O assunto “games x saúde” é sempre polêmico, com médicos e pesquisadores se dividindo em facções contra e a favor. O jornal Pediatrics, que trata sobre saúde para crianças e adolescentes, publicou um estudo favorável à prática de “exergames”, jogos que fazem com que as pessoas se exercitem.
    A pesquisa, realizada por pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Oklahoma, mediu a quantidade de energia gasta por jovens em várias situações: descansando, jogando o título Dance Dance Revolution, andando em uma esteira e jogando boliche no Wii Sports.
    Segundo o site Joystiq, os resultados mostraram que jogar queima tantas calorias quanto uma caminhada moderada mesmo no caso do Wii, que exige menos movimentos da cintura para baixo.<> O fator entretenimento foi entendido pelos pesquisadores como a principal motivação. De acordo com o LA Times, eles também acreditam que esses jogos podem ser inseridos em programas de exercícios como complemento às técnicas já utilizadas, como caminhada e bicicleta.

Fonte: Terra Games

Adicionar comentário 21 de Julho de 2009 às 15:31 admin

Consoles antigos ainda movimentam o mercado de games

snes - snes

    Não se pode negar que a qualidade gráfica de videogames como Xbox 360 e PS3 mudou a forma como se joga videogame. Mas quem tem mais de 20 anos, vez ou outra é tomado por uma saudade dos gráficos quadriculados do Master System, ou das aventuras de Super Mario em 2D nos consoles da Nintendo.
    Segundo o estudo The Value Gamer, publicado pela Nielsen no início de julho, a taxa de usuários comprando games usados em 2009 é a maior desde 2006, quando a medição começou a ser feita.
    O publicitário Jorge Rabelo, 23 anos, é um dos entusiastas do Super Nintendo. Mesmo tendo um PlayStation 3, ele afirma que o ritual de jogar no próprio console não pode ser substituído por um emulador (software que simula o sistema do videogame em um computador ou console, usado para jogar games antigos com o teclado ou um joystick). “Há uma certa nostalgia que jogar no teclado não traz de volta”, conta.
    Já a professora e tradutora Stephanie Fernandes, 22, fã do N64 e do Mega Drive, acha que os consoles atuais ganharam na interação, mas perderam na narrativa. “Já joguei alguns games de Wii. É legal ter o controle maior dos movimentos, mas falta um enredo, um ideal, como salvar a princesa, não deixar o mundo entrar em colapso, etc. Antigamente eu ‘entrava’ mais na história do jogo”.
    Para quem já sentiu esta saudade dos games das décadas passadas, é possível matar as saudades a preços que não chegam nem perto dos milhares de reais necessários para comprar e manter um videogame de última geração. É possível encontrar desde o Telejogo, um dos primeiros videogames comercializados no Brasil, que chegou por aqui em 1977, até Mega Drives, Super Nintendos, Nintendos 64, Game Boys, entre muitos outros, em lojas e sites especializados.
    O comércio de games online atende basicamente duas categorias de compradores: os colecionadores, que buscam consoles e jogos raros, na caixa, com toda a documentação no melhor estado possível; e o jogador comum, que quer apenas o console e alguns games para matar as saudades dos bons tempos, sem se importar com caixa, manuais e outros detalhes.

Fonte: Terra Games

1 comentário 20 de Julho de 2009 às 13:13 admin

Nintendo Wii poderá ensinar reanimação cardiopulmonar

wiii - wiii

    Mais uma novidade para o console Wii, da Nintendo. Além de estimular o exercício físico, agora ele também poderá ajudar a salvar vidas, com um “jogo” que ensina a aplicar a RCP, ou Reanimação Cardiopulmonar - conhecida popularmente pelos nomes “respiração boca-a-boca” e “massagem cardíaca”.
    O patrocinador do projeto, segundo o site ars technica é a Associação Americana do Coração (AHA, American Heart Association), que prometeu um investimento de US$ 50 mil na idéia de ensinar a execução da RCP da maneira mais fácil possível, para que todos possam aprender.
    Esse dinheiro foi disponibilizado após a AHA assistir em maio à demonstração de um protótipo produzido por quatro alunos de engenharia biomédica da Universidade do Alabama, Estados Unidos. Os estudantes estão trabalhando em um programa que funcionará com o controle do Wii, o Wiimote. O software terá código aberto e será transferido para o Wii através da rede Wi-Fi.
    ”O grande interesse da Associação Americana do Coração nas inovações de nossos estudantes mostra o potencial desse projeto e também sua adequação ao proporcionar instrução confiável no aprendizado da RCP pelas massas”, disse Jack Rogers, professor da Universidade que está auxiliando os alunos envolvidos no projeto, em nota publicada no site Kotaku.
    Essa não é a primeira vez que a AHA se envolve com tecnologia para divulgar conhecimentos médicos à população. Segundo o site Tech Blorge ela anunciou no início desse mês o Pocket First Aid & CPR, aplicativo para o iPhone no valor de US$3,99 que traz uma compilação de instruções básicas de primeiros socorros.
    Os alunos da Universidade declararam que o software poderá ser baixado diretamente do site da AHA no primeiro semestre do ano que vem. Entretanto, ainda não há qualquer anúncio oficial por parte da Nintendo.

Fonte: Terra Games

Adicionar comentário 17 de Julho de 2009 às 05:35 admin

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